Quem é o dono da Havan e por que ele quer entrar na política

Empresário catarinense Luciano Hang pretende disputar a eleição para consertar “a bagunça que virou esse país”. E ele já tem uma “solução” para o Brasil, que pode ser sintetizada pelas estátuas que são marca registrada de suas lojas: liberdade, mais liberdade

Eram 36 minutos do segundo tempo do jogo entre Brusque e Marcílio Dias, clássico do Vale do Itajaí, válido pelo quadrangular final da segunda divisão do Campeonato Catarinense de 2013. O Brusque, dono da casa, vencia por 2 a 1. Mas tinha dois jogadores a menos, expulsos por reclamarem de marcações polêmicas do juiz. O árbitro então marca um pênalti questionável para o Marcílio Dias.

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Foi a gota d’água. A torcida se enfurece com o que considera ser um “roubo”. Integrantes da comissão técnica e da diretoria do Brusque invadem o gramado. Há tentativa de agressão do juiz. Logo depois, entra em campo um sujeito careca vestindo a camisa do time local. Ele comanda a retirada de seu time para os vestiários. É ovacionado pelos torcedores, aos gritos de “Luciano! Luciano!”. Sem o time mandante, a partida não termina.

O torcedor careca era o catarinense Luciano Hang, de 55 anos, dono da patrocinadora do Brusque, a Havan – empresa da cidade que se tornou a 27.ª maior rede de comércio varejista do país, com 107 lojas de departamentos espalhadas de Norte a Sul, 12 mil funcionários e uma marca registradíssima: as amadas e odiadas réplicas da Estátua da Liberdade.

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De certa maneira, a confusão em que Hang se meteu no jogo resume o perfil do empresário catarinense: arrojado nos atitudes e nas opiniões, voluntarista, defensor ardoroso daquilo que acredita, “pop star” em Brusque. E, como não podia deixar de ser, envolvido em polêmicas, algumas que ele nem mesmo provocou – como a de que o verdadeiro dono da Havan seria Lula, Dilma Rousseff ou algum de seus filhos

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